2014: ATERRAMENTO + POLUIÇÃO POR RADIOFREQUÊNCIA


Após dois anos desde a última página, venho acrescentar mais dicas de sobrevivência ao electrosmog e noticias.

 O ‘ATERRAMENTO’



Aterramento’ (do inglês ‘Earthing’) tem um sentido diferente da ‘ligação à terra’ (‘grounding’) usada para os aparelhos eléctricos.

Os estudos científicos têm surgido principalmente em revistas de medicina alternativa, mas destaco aqui uma revisão publicada num jornal de Saúde Pública e Ambiental de acesso aberto: Aterramento: implicações na saúde da reconecção do corpo humano aos electrões da superfície da Terra (http://www.hindawi.com/journals/jeph/2012/291541/).
'Earthing', o livro.
 Existem diversas maneiras e situações de nos ‘reconetar-mos’. Uma mais prolongada é durante o sono. Têm sido observados efeitos complexos, desde regularização de padrões hormonais – da hormona cortisol, implicada no stress – a melhoria da dor ou do sono.

Está a tornar-se uma nova moda naturista para ‘descarregar’ os campos eléctricos. Existem livros e produtos especializados á venda na Internet: ex. de empresa europeia com uma gama de produtos para uma vida saudável, inclusive de Earthing: healthxl.eu/.../earthing. Embora o lençol de aterramento seja um produto caro, não pensem que é fantasia.  Este tipo de aterramento – na cama - é usado por alguns desportistas de alta competição para recuperarem mais rapidamente da fadiga muscular.

Aparte do sono, no dia a dia podemos andar descalços, quando o clima permite, em casa, no campo ou na praia. Fora disso, podemos andar de meias em casa ou de chinelos de couro.

Podem ter uns sapatos de couro para usar apenas no trabalho. Na rua, o couro é desvantajoso, especialmente na calçada portuguesa muito polida e escorregadia ou em períodos de chuva. Sapatos confortáveis (pelo menos de salto raso como eu uso) não são fáceis de achar: podem tentar os sapateiros em feiras ambulantes que ainda fabricam sapatos por medida, ou podem reconverter no sapateiro uns sapatos com a sola de borracha deteriorada.

Experimentem ver como se sentem, se andarem uns dias com sola de borracha e outros dias com sola de couro. Eu não vou num Centro comercial sem sapatos de couro. Existe demasiada radiação de WiFi para descarregar!

Se ficar difícil ou caro fazer esta transformação, podem testar com um multimetro a vossa voltagem corporal AC ao usarem os vossos sapatos. Ficam próximo de uma parede onde haja fios eléctricos (ex. tomadas e interruptores, aí podem ligar o mulitmetro à terra) e medem a vossa voltagem corporal de pé descalços e depois com os vossos sapatos. Esta vai aumentar, dependente do sapato. Ténis devem dar valores altos, pois têm solas grossas. Observem se quando usam o dia todo os sapatos que dão mais voltagem corporal ficam mais desconfortáveis, em comparação com os que dão menos voltagem. Eu sinto-me ‘mais leve’ se andar com aqueles que me permitem manter a voltagem corporal mais baixa, normalmente sapatos vela com solas de borracha branca.
 
EXEMPLO DE VOLTAGEM CORPORAL MEDIDA DE PÉ COM DIFERENTES TIPOS DE CALÇADO

Nota 1: em casas modernas em que tomadas e interruptores têm terra, podem não obter elevada voltagem corporal próximo de uma parede, precisam de acrescentar fios exteriores não blindados; as medições da figura foram efectuadas em soalho condutor de tijoleira. Resultados diferentes serão obtidos com soalho isolante, tipo parqe, flutuante, etc.

Nota 2: Segundo o ‘Padrão de Biologia da Construção SBM-2003’ do Instituto de Biologia da Construção alemão, a voltagem corporal de corrente alternada (AC) deve ser inferior a 10-100 mili-volts, preferencialmente inferior a 10 mV.

 


ATERRAMENTO DE ELECTRODOMÉSTICOS




Aqui há muito para dizer. Como os limites internacionais de exposição a baixas frequências são muito elevados (ICNIRP: 5000 V/m):

- os fabricantes de electrodomésticos não ligam muito a terem os electrodomésticos ligados à terra.

- Por outro lado, em casas antigas faltam tomadas com terra.

- E ainda, o utilizador pode inutilizar a ligação de um electrodoméstico que tenha ficha c/ terra a uma tomada c/ terra, ao intercalar uma ficha tripla ou uma extensão sem terra.



Vou deixar um exemplo de um electrodoméstico que actualmente tomou proporções gigantes e que estando a preços muito mais acessíveis penetrou em muitos lares: o televisor de ecrã fino.

Se não tiver terra, expande o campo eléctrico de baixa frequência (50 Hz) não em uma (como um cabo), mas em duas dimensões, pois a traseira é uma chapa metálica com um metro quadrado ou mais. Muitos destes não tem ligação à terra.

Vocês podem improvisar, desapertando um parafuso nas traseiras e enrolando um fio eléctrico. De seguida colocam esse fio numa ficha macho, e deixam-no ligado à vossa extensão (com terra, claro !).

A figura ilustra a voltagem a 30 e a 100 cm, distância a que os miúdos por vezes ficam no chão a ver televisão. Mas não se trata apenas do campo eléctrico de baixas frequências de 50 Hz que é expandido a partir da chapa do televisor. A nossa electricidade está ‘contaminada’ com frequências adicionais derivadas dos componentes electrónicos de lâmpadas económicas, computadores, televisores, etc.
Esquerda: Campo eléctrico perto de um televisor plano fino / Direita: Montagem do fio para ligação à terra
Nota 1: Segundo o ‘Padrão de Biologia da Construção SBM-2003’ do Instituto de Biologia da Construção alemão, a exposição à corrente alterna (AC) deve ser inferior a 1-5 volts/metro, preferencialmente inferior a 1 V/m.
Por vezes são precisos ‘truques’ para ter terra eléctrica em certas divisões da casa. O meu apartamento com 25 anos não tem terra nos quartos. Para ter um computador num quarto/escritório, fiz uma puxada do aquecimento de parede, pois é a única terra existente neste tipo de divisões. Se não pomos a terra, a torre do PC parece que dá um choquezinho ligeiro.



A FIBRA ÓPTICA É SEGURA? TALVEZ NÃO PARA OS ELECTROSENSÍVEIS




Esta pergunta surge frequentemente. Eu comparo com um cano de água. Se tiver um furo ou uma folga a água sai. Sendo uma emissão de luz, para não haver perda de dados pelo percurso, o revestimento não pode deixar passar nada para fora.

O problema para os electrosensíveis surge depois – nas boxes!

Os pacotes de TV+NET+VOZ, requerem geralmente duas boxes, variando as suas funcionalidades com o fornecedor e o sistema, se é cabo ou fibra. Estas boxes – como todos os componentes electrónicos – não funcionam a corrente alterna de 230 volts. Funcionam a corrente continua de baixa voltagem, requerendo cada uma delas um grande transformador digital. Por sua vez, os componentes electrónicos geram oscilações elevadas na faixa dos kilohertz.

Em ambos os casos são gerados campos de radio-frequência, na faixa dos kilohertz, mesmo quando não estão em uso (não confundir com a radiação gigahertz –microondas-do WIFI)!

Podem diagnosticar a presença destes com um rádio de pilhas. Na banda do AM (faixa dos kilohertz), escuta-se sempre muito ruído, mas este aumenta muito junto dos transformadores.

Se os transformadores nunca estão blindados, as boxes também não. Pode ser mais suportável para um EHS estar perto de uma torre de PC (em que a electrónica está dentro de uma caixa metálica e o transformador –fonte de alimentação- também tem a sua caixa metálica. Estas blindam parcialmente os campos electromagnéticos que existem dentro da torre. Além do mais, as torres sempre tiveram cabo com terra.

Estudei recentemente um exemplo destes:

Uma pessoa EHS que não suportou ficar na sala quando lhe instalaram as boxes da fibra da Vodafone. Verifiquei que as boxes não tinham o WiFi ligado, conforme solicitado pela pessoa.

Então qual era o problema?

-          O WiFi do vizinho, ficava logo na parede ao lado da sala.

-          O televisor emitia forte campo eléctrico, bem como o candeeiro de pé metálico junto ao sofá. Ambos não tinham terra, e estavam muito próximo do sofá

-          As boxes e os seus transformadores causavam grande ruído no radio AM.

-          Falta juntar ainda uma ‘pitada’ de ruído de fundo das antenas de telemóvel.

Soluções com melhorias:

-          O candeeiro de pé foi afastado do sofá.

-          O televisor tinha ficha de terra, mas fora usada uma ficha ‘tripla’ sem terra para instalar as boxes – foi colocada uma ‘tripla’ com terra.

-          A ‘Vodafone-fibra’ foi retirada e o cliente voltou a ter apenas a ‘Sapo ADSL’.



As boxes não estão blindadas! Podem envolver num papel de alumínio. Mas a electrónica não se dá bem com o calor, e isto não é solução para o verão. É para testarem se não suportam as boxes. No caso da Vodafone, é obrigatório ter a box da televisão ligada para descodificar o sinal da fibra. Desta box sai o sinal para a box que dá o telefone e a internet. Um verdadeiro atentado ecológico: duas boxes ligadas 24/24 horas para se poder ter o tradicional telefone.

É uma solução temporária envolver um router com WiFi ligado, mas que já tive de fazer para poder ficar na sala de estar de amigos. Claro que o router acabou por ficar inactivo porque não suportou o calor acumulado do funcionamento da electrónica mais das microondas que ficaram retidas, e demorou a voltar a entrar em funcionamento.

Quanto a quem use ADSL mesmo com cabo e não por WiFi, os mais sensíveis poderão não se dar bem. O cabo da ADSL não é blindado, e o seu longo comprimento faz de antena, expandindo a radio-frequência gerada na electrónica do  router.

Para os fortemente EHS recomendo que troquem o cabo de rede, por cabo de rede blindado, tipo SFTP (ex: na Internet procurem SFTP RJ45 Male to RJ45 Male, deve especificar que está “Fully shielded”). Cabos a bom preço encontram no Leroy-Merlin: 2 metros, 5 metros ou mais.



Nota 1: Há quem se questione sobre a permanência do telemóvel na cabeceira. Ora ter o carregador do telemóvel na tomada, gera muito mais campo electromagnético em continuo do que o telemóvel a comunicar de vez em quando com as antenas das estações de base (não esquecer que são muito mais perigosos os telefones DECT na cabeceira)

Nota 2: nos transformadores antigos, os ferromagnéticos (reconhecem-nos pelo elevado peso), são gerados fortes campos magnéticos de baixa frequência sempre que se encontram na tomada (já recomendei que não devem ter relógios despertadores para evitar o campo magnético do transformador interno). A intensidade destas campos a < 20 cm pode ser idêntica à que se encontra debaixo das linhas de alta tensão.


O WIFI MATA AS PLANTAS

Enquanto os adultos ainda se debatem sobre se os efeitos nocivos das radiações estão ou não comprovados, cinco estudantes dinamarquesas resolveram estudar elas próprias os efeitos na germinação do agrião. A notícia na língua original está aqui: Plantas não germinam perto de routers WiFi.
Tem aparecido traduzida noutros sites: http://info.abril.com.br/.
ESTUDANTES DINAMARQUESAS VENCEDORAS DE PRÉMIO ESCOLAR - TEMA DO TRABALHO: EFEITO DO WIFI NA GERMINAÇÃO DO AGRIÃO.
Mas há quem ache que ainda falta a confirmação dos cientistas!!!
Nada disto é novidade para os cientistas do Leste europeu, que há muito estudem estes efeitos sem ‘pruridos’.
Os efeitos celulares das microondas foi o tema da minha palestra no 9º Congresso de Naturopatia e Medicinas Não Convencionais, Leiria/2013.
Por exemplo, Pesnya e Romanovsky (em Mutation Research, 750 (2013) 27-33) compararam o efeito citotóxico e genotóxico das partículas alfa do plutónio com as microondas da 2ª geração (GSM) nas raízes da cebola. Este é um ‘modelo’ fácil de usar, pois uma cebola posta na água a criar raízes apresenta células em rápida divisão, ideal para estudar as alterações na divisão das células.
As microondas não tem a energia elevada da radiactividade, mas mesmo assim podem aumentar a taxa de fragmentação dos cromossomas. Podem aumentar também o número de pontes cromossómicas e o de micronúcleos. A exposição mais prolongada conseguiu duplicar a percentagem de anomalias mitóticas (ex: cromossomas ‘colados’ atrasam-se na migração quando as células se dividem).
AS FASES DA DIVISÃO CELULAR NA RAIZ DA CEBOLA (esquerda para a direita).: APÓS A DUPLICAÇÃO, OS CROMOSSOMAS DEVEM MIGRAR PARA CADA CÉLULA FILHA.
EXEMPLOS DE ANOMALIAS DA DIVISÃO: AS PONTES CROMOSSÓMICAS, PODEM SER CAUSADAS PELA RADIAÇÃO DO TELEMÓVEL

O aumento da fragmentação dos cromossomas também se consegue obter expondo esperma humano à radiação de Wifi de um computador portátil – eis uma razão porque os portáteis não devem ser usados no colo. 


OS TABLETS PODEM SER LIGADOS POR CABO DE REDE?

Não apenas os TABLETS, mas também os computadores portáteis ultra-finos não tem saida RJ45 para ligar um cabo de rede ethernet.
Mas podem ser ligados recorrendo a adaptadores tipo miniUSB-RJ45 ou USB-RJ45. Agora se um determinado tablet pode suportar a ethernet, tem de ser visto caso a caso. Poderão necessitar de ter o WiFi ligado para descarregar o software necessário para ligar via ethernet.
ADAPTADOR MINI-USB-RJ45 PARA LIGAR TABLETS E PORTÁTEIS ULTRA-FINOS

A INICIATIVA DE CIDADANIA EUROPEIA

 Desde meados de 2013 que está em preparação uma Iniciativa Cidadania Europeia. Esta requer que haja cidadãos de pelo menos 7 estados-membros para a sua elaboração, e posteriormente a recolha de um milhão de assinaturas para a sua petição ser discutida no Parlamento Europeu.
Está a ser liderada pela Coordination Nationale des Collectifs (França) e pela Plataforma Estatal Contra la Contaminación Electromagnética (PECCEM) (Espanha).
Podem consultar no site da PECCEM O MANIFESTO DE SUPORTE e a lista de entidades que já apoiam esta iniciativa (mesmo antes de ser lançada na Comissão europeia). De Portugal existe já o apoio da Quercus.
Resumidamente destina-se a pedir que o principio da precaução, tão detalhadamente apresentado na Resolução 1815 de 2011 (Conselho da Europa), passe das palavras a acções concretas pelos decisores políticos (ver tradução da 'Resolução' nos “links de interesse” deste blog).
P.S. Em finais de 2014 a Iniciativa ainda não foi lançada. Não apenas requer algum financiamento e sobretudo muito esforço de voluntariado, esbarra com o lobie industrial facilmente. Sucedeu o mesmo com a Iniciativa sobre a privatização da água que reuniu facilmente 2 milhões de assinaturas e não resultou em nada. De modo que está a amadurecer, mas vai sendo subscrita por um maior número de organizações e não deixa de ser falada pois é na realizade um documento público.


AS LÂMPADAS ECONÓMICAS: FLUORESCENTES COMPACTAS X LED




Quanto a lâmpadas económicas, e ao contrário das tradicionais lâmpadas incandescentes e de halogénio GU10, não trabalham a 230 Volt / 50 Hertz, de modo que todas trazem incorporada electrónica para alterar a corrente eléctrica. Esta electrónica gera também campos de radiofrequência na proximidade das lâmpadas, que podem detectar com um rádio na banda AM.

Para além destes campos na proximidade das lâmpadas, algumas não eliminam a interferência de rádio que circula nos cabos. Novamente deixo aqui o alerta: NÃO COMPREM MARCAS BRANCAS. Marcas ‘low-cost’, como Digilamp ou outras não tem a protecção da radiofrequencia em atenção e isso vai aumentar tremendamente a ELECTRICIDADE SUJA em vossa casa/escritório (= campos de radiofrequencia que circulam por todos os cabos eléctricos).

Relembro também que lâmpadas de luz ‘branco frio’ não são adequadas para o ambiente nocturno de casa, pois causam maior perturbação nos biorritmos. Para a noite devem ter luz ‘branco quente’ (‘warm white’ no inglês), com tonalidade preferencialmente inferior a 3000 K. Aliás, muitas pessoas ficam decepcionadas quando escolhem mal as lâmpadas económicas, e pessoalmente muitas vezes deparo-me com ambientes ‘deprimentes’.

Marcas recomendadas são por exemplo a OSRAM ou a EGLO. A foto ilustra exemplo de lâmpada que iguala a luz quente (2700 kelvin) das clássicas de 60W, existem idênticas equivalentes a 75W. A EGLO tem a luz um pouco menos quente (3000K) que consome ~ 12W, resulta melhor nas madeiras mais escuras.



OS TELEFONES DITOS ‘ECOLÓGICOS’: ECO DECT




RELEMBRO que os telefones DECT emitem continuamente microondas pulsadas, mesmo quando não estão em uso. A maioria das pessoas desconhece isto, e pensa que apenas é irradiada quando faz um telefonema.

No mercado português, a maioria dos DECT à venda em 2014 já referem a designação de ‘ECO’, significando que são telefones de menor consumo que as gerações anteriores. No entanto, olhando atentamente para as caixas de variadas marcas disponíveis, não encontro informação de que a base não emite radiação quando em repouso (‘standby’).

A única marca em que encontro essa informação é em quase toda a gama recente da Siemens Gigaset. Testei um (o Gigaset A510) e efectivamente a radiação desaparece cerca de um minuto depois de pararmos a actividade com o terminal móvel.

ATENÇÃO Á DIFERENÇA:  ‘MODO ECO’  x  ‘MODO ECO+’ (ou eco-plus):

-          o modo ECO apenas reduz a potência de transmissão em chamada – a base continua a emitir.

-          O modo ECO+ elimina totalmente a emissão de radiação pela base quando o telefone não está em chamada. (esta é a maior causa de electromosg de todos os DECT.

Em casas com parede de pedra, o modo ECO não terá potência suficiente para falar, tirando esses casos, devem ter sempre o telefone em modo ECO.

Atenção que quer o modo ECO e o ECO+, são independentes e apenas ficam activos quando o utilizador desembala da caixa e os programa – NÃO VÊEM POR DEFEITO!
Em modelos como o Gigaset A200, primeiro é necessário registar a base. Só uns 5 minutos depois podem programar os modos 'Eco '. O Gigaset A510 tem informação mais detalhada que o A200 sobre o modo Eco que reproduzo abaixo.

RELEMBRO que quando compram uma marca de qualidade – como o Siemens, Panasonic, etc – estas tem grande alcance (~300 metros), significando com isso que tem uma elevada potência de radiação permanente a sair da base. São telefones que se existirem do outro lado do chão/tecto / ou parede imediatamente vizinhas onde se encontram, atingem > 1.0 V/m, obrigando um electrosensível a ter de blindar a casa para se proteger dos vizinhos.


‘REDUZIR’ A NOCIVIDADE DAS RADIAÇÕES




Enquanto a radiação do DECT pode ser resolvida na vossa casa – precisam talvez de trocar o telefone sem fios fornecido pelo vosso operador porque certamente este não será ECO-plus+, já o WIFI será mais difícil de eliminar, pois outros membros da família não passam sem ele, havendo muitos dispositivos que nem sequer permitem a ligação por cabo de rede. A única solução para esses casos – em que a família não permitir desligar o WiFi – será de neutralizar parcialmente o efeito das radiações.

Abordo novamente este tema – muitas pessoas não acreditam que funcionem alguns ‘truques’ de neutralização.

Sucede que as radiações não tem apenas a componente ‘hertziana’. Podem consultar o site do Prof. Meyl, físico especialista nas ondas escalares. Cientistas russos avançaram para outro conceito ainda menos conhecido: o dos campos de torsão.

Os ‘cristais’ e afins ‘truques’ de neutralização apenas podem actuar neste plano. Um exemplo de um mineral natural é a shungite, forma cristalina do carbono, cuja estrutura complexa apenas recentemente foi compreendida. Existe apenas no norte da Rússia (Karelia), e é a única rocha conhecida que contem fullerenos (http://shungit-store.com/history-shungite.html).

A shungite forma a base um produto de neutralização que é o ‘SPINOR’. Podem adquirir num site francês: http://www.spinor-france.com/. O site apresenta mais detalhes sobre a sua actuação na protecção do campo bioenergético.

Pessoalmente, estes produtos, transportados no corpo ajudam a reduzir o stress do electrosmog, mas não são suficientes para se passar uma hora a poucos metros de um telefone DECT ou router WIFI para quem é muito electrosensível.

No caso de não poderem prescindir do WiFi por ser necessário a outros membros da família, a única alternativa que resta será neutraliza-lo no próprio aparelho com dispositivos de neutralização. Pela minha experiência resulta em menos sofrimento do que quando se transportam apenas dispositivos de neutralização no corpo.

Devem ter um destes dispositivos sempre a mão para colocarem quando forem a casa de amigos/familiares que se recusem a desligar o WIFi enquanto lá permanecem. Como exemplo o spinor (SPINOR-FRANCE), o Star 3-hole ou o G-33 (EMFBLUES).



Os EMFBLUES tem um dispositivo novo para carregar no bolso: o ‘pocket ressonator’

(http://emfblues.com/pocket-resonator/ ). Resulta sempre melhor para ambientes poluídos por radiação não pulsada (exemplo: pilotos de avião, equipamentos científicos laboratoriais/hospitalares). A radiação pulsada (WiFI, DECT, estações base telemóvel) é muito mais difícil de neutralizar quando atinge o nosso ‘biocampo’. Daí o conselho de neutralizarem sempre na origem.

Quando não o podem fazer, os efeitos serão mais ou menos difíceis de suportar se estiverem isolados electricamente. Deixo-vos um exemplo recente em que fui a MEO-ARENA, local irradiado por uma dezena de routers WiFi. Com estes níveis e tipo de radiação, a única solução de minimizar os efeitos de alergia são ficar descalço durante o concerto (com umas meias apenas). Agora depende se estamos mesmo em cima do cimento (1º balcão) ou em plataformas ocas, possivelmente muito menos condutoras.



ÚLTIMO ALERTA: As fontes de radiação em casa tem aumentado. Ao analisar um quarto em que já não havia DECT ou router ligado, ainda se obtinham leituras elevadas provenientes da impressora WiFi que estava ligada A radiação só parou quando se desligou. Não tenho muito mais informação a dar, mas é preciso muito cuidado com as gerações recentes de impressoras, televisores e consolas de jogos (Wii,...), ESPECIALMENTE SE NÃO TÊM MEDIDORES DE RADIAÇÃO DE MICROONDAS.



AUDIÇÃO SOBRE ELECTROSENSIBILIDADE NO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU




A 4 de Novembro de 2014 teve lugar a primeira audiência pelo Comité Económico e Social Europeu (CESE) sobre hipersensibilidade electromagnética. Uma das principais funções do Comité é ser «ponte» entre as instituições da UE e a «sociedade civil organizada». Estes trabalhos começaram em Julho, resumo o enquadramento: (http://www.eesc.europa.eu/?i=portal.en.ten-opinions.33611)

-          A hipersensibilidade eletromagnética está a causar sofrimento e perda de qualidade de vida de um número crescente de cidadãos europeus.

-          O número de indivíduos que sofre de hipersensibilidade electromagnética aumenta todos os dias, e estas pessoas são muitas vezes confrontadas com o cepticismo dos médicos e diagnósticos errados. De acordo com as novas estimativas, entre 3% e 5% da população são eletrossensíveis

-          O parecer poderá também defender a intensificação dos esforços a nível da União Europeia e a nível nacional, regional e local para identificar, minimizar e prevenir a exposição tanto em casa como no local de trabalho, permitindo aos cidadãos viver em locais isentos de poluição electromagnética, nas ditas zonas brancas.


As diversas associações de electro-hipersensiveis europeus não foram avisadas com antecedência desta audiência. Contou no entanto com a participação da notória ‘Robin dos Telhados’ francesa, forte defensora dos EHS. Isto promete: nova audiencia a 5 de dezembro, com a elaboração do parecer final em finais de Janeiro de 2015.
O parecer (nº TEN/559) vai ser votado a 7/Jan/2015 na secção de Secção Especializada de Transportes, Energia, Infraestruturas e Sociedade da Informação. Podem descarregar nas hiperligações este importante documento (disponível em português).

1º LIVRO EM PORTUGUÊS SOBRE ELECTROSENSIBILIDADE SAIU NO BRAZIL




O Eugénio Lopes é um português que já ajudou alguns electrosensíveis em Portugal, inclusivamente quando eu tive uma antena de telemóvel dentro do meu local de trabalho (página deste blog ‘adaptação aos ...’).

Há alguns anos que está mais radicado no Brasil, e foi lá que lançou o livro, e já depois de passar a barreira dos 80: nunca é tarde para começar! Parabéns Eugénio!

Podem ver as fotos no seu portal: https://www.facebook.com/eugenio.lopes?fref=ts.

Podem adquirir o livro na Editora Schoba: http://livrariadaschoba.com.br/livros.html.

2 comentários:

  1. como posso conseguir um lençol para aterramento no Brasil? Que tipo de material é usado?

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  2. Também queria saber. Inclusive se é possivel fazer um. Porque com o preço do dolar não é nada barato para nós brasileiros comprarmos uma roupa de cama com preços tão caros.

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