Após dois anos desde a última
página, venho acrescentar mais dicas de sobrevivência ao electrosmog e
noticias.
O ‘ATERRAMENTO’
‘Aterramento’ (do inglês ‘Earthing’)
tem um sentido diferente da ‘ligação à terra’ (‘grounding’) usada para
os aparelhos eléctricos.
Os estudos científicos têm surgido
principalmente em revistas de medicina alternativa, mas destaco aqui uma
revisão publicada num jornal de Saúde Pública e Ambiental de acesso aberto: Aterramento:
implicações na saúde da reconecção do corpo humano aos electrões da superfície
da Terra (http://www.hindawi.com/journals/jeph/2012/291541/).
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'Earthing', o livro. |
Existem diversas maneiras e situações de nos
‘reconetar-mos’. Uma mais prolongada é durante o sono. Têm sido observados
efeitos complexos, desde regularização de padrões hormonais – da hormona
cortisol, implicada no stress – a melhoria da dor ou do sono.
Está a tornar-se uma nova moda
naturista para ‘descarregar’ os campos eléctricos. Existem livros e produtos
especializados á venda na Internet: ex. de empresa europeia com uma gama de
produtos para uma vida saudável, inclusive de Earthing: healthxl.eu/.../earthing.
Embora o lençol de aterramento seja um produto caro, não pensem que é
fantasia. Este tipo de aterramento – na
cama - é usado por alguns desportistas de alta competição para recuperarem mais
rapidamente da fadiga muscular.
Aparte do sono, no dia a dia
podemos andar descalços, quando o clima permite, em casa, no campo ou na
praia. Fora disso, podemos andar de meias em casa ou de chinelos de couro.
Podem ter uns sapatos de couro
para usar apenas no trabalho. Na rua, o couro é desvantajoso, especialmente na
calçada portuguesa muito polida e escorregadia ou em períodos de chuva. Sapatos
confortáveis (pelo menos de salto raso como eu uso) não são fáceis de achar:
podem tentar os sapateiros em feiras ambulantes que ainda fabricam sapatos por
medida, ou podem reconverter no sapateiro uns sapatos com a sola de borracha
deteriorada.
Experimentem ver como se sentem, se andarem uns dias com
sola de borracha e outros dias com sola de couro. Eu não vou num Centro
comercial sem sapatos de couro. Existe demasiada radiação de WiFi para
descarregar!
Se ficar difícil ou caro fazer
esta transformação, podem testar com um multimetro a vossa voltagem corporal AC
ao usarem os vossos sapatos. Ficam próximo de uma parede onde haja fios
eléctricos (ex. tomadas e interruptores, aí podem ligar o mulitmetro à terra) e
medem a vossa voltagem corporal de pé descalços e depois com os vossos
sapatos. Esta vai aumentar, dependente do sapato. Ténis devem dar valores
altos, pois têm solas grossas. Observem se quando usam o dia todo os sapatos
que dão mais voltagem corporal ficam mais desconfortáveis, em comparação com os
que dão menos voltagem. Eu sinto-me ‘mais leve’ se andar com aqueles que me
permitem manter a voltagem corporal mais baixa, normalmente sapatos vela com
solas de borracha branca.
Nota 1: em casas modernas em que
tomadas e interruptores têm terra, podem não obter elevada voltagem corporal
próximo de uma parede, precisam de acrescentar fios exteriores não blindados;
as medições da figura foram efectuadas em soalho condutor de tijoleira.
Resultados diferentes serão obtidos com soalho isolante, tipo parqe, flutuante,
etc.
Nota 2: Segundo o ‘Padrão de Biologia da Construção SBM-2003’ do Instituto
de Biologia da Construção alemão, a voltagem corporal de corrente alternada
(AC) deve ser inferior a 10-100 mili-volts, preferencialmente inferior a 10 mV.
ATERRAMENTO DE ELECTRODOMÉSTICOS
Aqui há muito para dizer. Como os
limites internacionais de exposição a baixas frequências são muito elevados
(ICNIRP: 5000 V/m):
- os fabricantes de
electrodomésticos não ligam muito a terem os electrodomésticos ligados à terra.
- Por outro lado, em casas antigas
faltam tomadas com terra.
- E ainda, o utilizador pode
inutilizar a ligação de um electrodoméstico que tenha ficha c/ terra a uma
tomada c/ terra, ao intercalar uma ficha tripla ou uma extensão sem terra.
Vou deixar um exemplo de um
electrodoméstico que actualmente tomou proporções gigantes e que estando a
preços muito mais acessíveis penetrou em muitos lares: o televisor de ecrã
fino.
Se não tiver terra, expande o
campo eléctrico de baixa frequência (50 Hz) não em uma (como um cabo), mas em
duas dimensões, pois a traseira é uma chapa metálica com um metro quadrado
ou mais. Muitos destes não tem ligação à terra.
Vocês podem improvisar, desapertando um parafuso nas
traseiras e enrolando um fio eléctrico. De seguida colocam esse fio numa ficha
macho, e deixam-no ligado à vossa extensão (com terra, claro !).
A figura ilustra a voltagem a 30 e
a 100 cm, distância a que os miúdos por vezes ficam no chão a ver televisão.
Mas não se trata apenas do campo eléctrico de baixas frequências de 50 Hz que é
expandido a partir da chapa do televisor. A nossa electricidade está
‘contaminada’ com frequências adicionais derivadas dos componentes electrónicos
de lâmpadas económicas, computadores, televisores, etc.
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Esquerda: Campo eléctrico perto de um televisor plano fino / Direita: Montagem do fio para ligação à terra |
Nota 1: Segundo o ‘Padrão de Biologia da Construção SBM-2003’ do Instituto
de Biologia da Construção alemão, a exposição à corrente alterna (AC) deve ser
inferior a 1-5 volts/metro, preferencialmente inferior a 1 V/m.
Por vezes são precisos ‘truques’
para ter terra eléctrica em certas divisões da casa. O meu apartamento com 25
anos não tem terra nos quartos. Para ter um computador num quarto/escritório,
fiz uma puxada do aquecimento de parede, pois é a única terra existente neste
tipo de divisões. Se não pomos a terra, a torre do PC parece que dá um
choquezinho ligeiro.
A FIBRA ÓPTICA É SEGURA? TALVEZ NÃO PARA OS ELECTROSENSÍVEIS
Esta pergunta surge frequentemente.
Eu comparo com um cano de água. Se tiver um furo ou uma folga a água sai. Sendo
uma emissão de luz, para não haver perda de dados pelo percurso, o revestimento
não pode deixar passar nada para fora.
O problema para os
electrosensíveis surge depois – nas boxes!
Os pacotes de TV+NET+VOZ, requerem
geralmente duas boxes, variando as suas funcionalidades com o fornecedor e o
sistema, se é cabo ou fibra. Estas boxes – como todos os
componentes electrónicos – não funcionam a corrente alterna de 230 volts.
Funcionam a corrente continua de baixa voltagem, requerendo cada uma delas um
grande transformador digital. Por sua vez, os componentes electrónicos geram oscilações elevadas na faixa dos kilohertz.
Em ambos os casos são gerados
campos de radio-frequência, na faixa dos kilohertz, mesmo quando não estão em
uso (não confundir com a radiação gigahertz –microondas-do WIFI)!
Podem diagnosticar a presença
destes com um rádio de pilhas. Na banda do AM (faixa dos kilohertz), escuta-se
sempre muito ruído, mas este aumenta muito junto dos transformadores.
Se os transformadores nunca estão blindados, as boxes
também não. Pode ser mais suportável para um EHS estar perto de uma torre de PC
(em que a electrónica está dentro de uma caixa metálica e o transformador
–fonte de alimentação- também tem a sua caixa metálica. Estas blindam
parcialmente os campos electromagnéticos que existem dentro da torre. Além do
mais, as torres sempre tiveram cabo com terra.
Estudei recentemente um exemplo
destes:
Uma pessoa EHS que não suportou
ficar na sala quando lhe instalaram as boxes da fibra da Vodafone. Verifiquei
que as boxes não tinham o WiFi ligado, conforme solicitado pela pessoa.
Então qual era o problema?
-
O WiFi do vizinho, ficava logo na parede ao lado da sala.
-
O televisor emitia forte campo eléctrico, bem como o candeeiro
de pé metálico junto ao sofá. Ambos não tinham terra, e estavam muito
próximo do sofá
-
As boxes e os seus transformadores causavam grande ruído no
radio AM.
-
Falta juntar ainda uma ‘pitada’ de ruído de fundo das
antenas de telemóvel.
Soluções com melhorias:
-
O candeeiro de pé foi afastado do sofá.
-
O televisor tinha ficha de terra, mas fora usada uma ficha
‘tripla’ sem terra para instalar as boxes – foi colocada uma ‘tripla’ com
terra.
-
A ‘Vodafone-fibra’ foi retirada e o cliente voltou a ter
apenas a ‘Sapo ADSL’.
As boxes não estão blindadas! Podem envolver num papel de
alumínio. Mas a electrónica não se dá bem com o
calor, e isto não é solução para o verão. É para testarem se não suportam as boxes. No caso da Vodafone, é obrigatório ter a box da televisão ligada para descodificar o sinal da fibra. Desta box sai o sinal para a box que dá o telefone e a internet. Um verdadeiro atentado ecológico: duas boxes ligadas 24/24 horas para se poder ter o tradicional telefone.
É uma solução temporária envolver um router com WiFi ligado, mas que já tive de fazer para
poder ficar na sala de estar de amigos. Claro que o router acabou por ficar inactivo porque não suportou o calor acumulado do funcionamento da electrónica mais das microondas que ficaram retidas, e demorou a voltar a entrar em funcionamento.
Quanto a quem use ADSL mesmo com
cabo e não por WiFi, os mais sensíveis poderão não se dar bem. O cabo da ADSL
não é blindado, e o seu longo comprimento faz de antena, expandindo a
radio-frequência gerada na electrónica do
router.
Para os fortemente EHS recomendo
que troquem o cabo de rede, por cabo de rede blindado, tipo SFTP (ex: na
Internet procurem SFTP RJ45 Male to RJ45 Male, deve especificar que está
“Fully shielded”). Cabos a bom preço encontram no
Leroy-Merlin: 2 metros, 5 metros ou mais.
Nota 1: Há quem se questione sobre
a permanência do telemóvel na cabeceira. Ora ter o carregador do telemóvel na
tomada, gera muito mais campo electromagnético em continuo do que o telemóvel a
comunicar de vez em quando com as antenas das estações de base (não esquecer
que são muito mais perigosos os telefones DECT na cabeceira)
Nota 2: nos transformadores
antigos, os ferromagnéticos (reconhecem-nos pelo elevado peso), são gerados
fortes campos magnéticos de baixa frequência sempre que se encontram na tomada
(já recomendei que não devem ter relógios despertadores para evitar o campo
magnético do transformador interno). A intensidade destas campos a < 20 cm pode ser idêntica à que se encontra debaixo das linhas de alta tensão.
O WIFI MATA AS PLANTAS
Enquanto os adultos ainda se debatem
sobre se os efeitos nocivos das radiações estão ou não comprovados, cinco
estudantes dinamarquesas resolveram estudar elas próprias os efeitos na
germinação do agrião. A notícia na língua original está aqui: Plantas
não germinam perto de routers WiFi.
Tem aparecido traduzida noutros
sites: http://info.abril.com.br/.
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ESTUDANTES DINAMARQUESAS VENCEDORAS DE PRÉMIO ESCOLAR - TEMA DO TRABALHO: EFEITO DO WIFI NA GERMINAÇÃO DO AGRIÃO. |
Mas há quem ache que ainda falta a
confirmação dos cientistas!!!
Nada disto é novidade para os
cientistas do Leste europeu, que há muito estudem estes efeitos sem ‘pruridos’.
Os efeitos celulares das
microondas foi o tema da minha palestra no 9º Congresso de Naturopatia e Medicinas
Não Convencionais, Leiria/2013.
Por exemplo, Pesnya e Romanovsky (em
Mutation
Research, 750 (2013) 27-33) compararam o efeito citotóxico e genotóxico das
partículas alfa do plutónio com as microondas da 2ª geração (GSM) nas raízes da
cebola. Este é um ‘modelo’ fácil de usar, pois uma cebola posta na água a criar
raízes apresenta células em rápida divisão, ideal para estudar as alterações na
divisão das células.
As microondas não tem a energia
elevada da radiactividade, mas mesmo assim podem aumentar a taxa de fragmentação
dos cromossomas. Podem aumentar também o número de pontes cromossómicas e o de
micronúcleos. A exposição mais prolongada conseguiu duplicar a percentagem de
anomalias mitóticas (ex: cromossomas ‘colados’ atrasam-se na migração quando as
células se dividem).
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AS FASES DA DIVISÃO CELULAR NA RAIZ DA CEBOLA (esquerda para a direita).: APÓS A DUPLICAÇÃO, OS CROMOSSOMAS DEVEM MIGRAR PARA CADA CÉLULA FILHA. |
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EXEMPLOS DE ANOMALIAS DA DIVISÃO: AS PONTES CROMOSSÓMICAS, PODEM SER CAUSADAS PELA RADIAÇÃO DO TELEMÓVEL |
O aumento da fragmentação dos
cromossomas também se consegue obter expondo esperma humano à radiação de Wifi
de um computador portátil – eis uma razão porque os portáteis não devem ser
usados no colo.
OS TABLETS PODEM SER LIGADOS POR CABO DE REDE?
Não apenas os TABLETS, mas também os computadores portáteis ultra-finos não tem saida RJ45 para ligar um cabo de rede ethernet.
Mas podem ser ligados recorrendo a adaptadores tipo miniUSB-RJ45 ou USB-RJ45. Agora se um determinado tablet pode suportar a ethernet, tem de ser visto caso a caso. Poderão necessitar de ter o WiFi ligado para descarregar o software necessário para ligar via ethernet.
OS TABLETS PODEM SER LIGADOS POR CABO DE REDE?
Não apenas os TABLETS, mas também os computadores portáteis ultra-finos não tem saida RJ45 para ligar um cabo de rede ethernet.
Mas podem ser ligados recorrendo a adaptadores tipo miniUSB-RJ45 ou USB-RJ45. Agora se um determinado tablet pode suportar a ethernet, tem de ser visto caso a caso. Poderão necessitar de ter o WiFi ligado para descarregar o software necessário para ligar via ethernet.
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ADAPTADOR MINI-USB-RJ45 PARA LIGAR TABLETS E PORTÁTEIS ULTRA-FINOS |
A INICIATIVA DE CIDADANIA EUROPEIA
Desde meados de 2013 que está em preparação
uma Iniciativa
Cidadania Europeia. Esta requer que haja cidadãos de pelo menos 7
estados-membros para a sua elaboração, e posteriormente a recolha de um milhão
de assinaturas para a sua petição ser discutida no Parlamento Europeu.
Está a ser liderada pela Coordination
Nationale des Collectifs (França) e pela Plataforma Estatal Contra la
Contaminación Electromagnética (PECCEM) (Espanha).
Podem consultar no site da PECCEM O MANIFESTO DE SUPORTE e a
lista de entidades que já apoiam esta iniciativa (mesmo antes de ser lançada na
Comissão europeia). De Portugal existe já o apoio da Quercus.
Resumidamente destina-se a pedir
que o principio da precaução, tão detalhadamente apresentado na Resolução 1815
de 2011 (Conselho da Europa), passe das palavras a acções concretas pelos
decisores políticos (ver tradução da 'Resolução' nos “links de interesse” deste blog).
P.S. Em finais de 2014 a Iniciativa ainda não foi lançada. Não apenas requer algum financiamento e sobretudo muito esforço de voluntariado, esbarra com o lobie industrial facilmente. Sucedeu o mesmo com a Iniciativa sobre a privatização da água que reuniu facilmente 2 milhões de assinaturas e não resultou em nada. De modo que está a amadurecer, mas vai sendo subscrita por um maior número de organizações e não deixa de ser falada pois é na realizade um documento público.
AS LÂMPADAS ECONÓMICAS: FLUORESCENTES COMPACTAS X LED
Quanto a lâmpadas económicas, e ao
contrário das tradicionais lâmpadas incandescentes e de halogénio GU10, não
trabalham a 230 Volt / 50 Hertz, de modo que todas trazem incorporada
electrónica para alterar a corrente eléctrica. Esta electrónica gera também
campos de radiofrequência na proximidade das lâmpadas, que podem detectar com
um rádio na banda AM.
Para além destes campos na proximidade
das lâmpadas, algumas não eliminam a interferência de rádio que circula nos
cabos. Novamente deixo aqui o alerta: NÃO COMPREM MARCAS BRANCAS. Marcas
‘low-cost’, como Digilamp ou outras não tem a protecção da radiofrequencia em
atenção e isso vai aumentar tremendamente a ELECTRICIDADE SUJA em vossa
casa/escritório (= campos de radiofrequencia que circulam por todos os cabos
eléctricos).
Relembro também que lâmpadas
de luz ‘branco frio’ não são adequadas para o ambiente nocturno de
casa, pois causam maior perturbação nos biorritmos. Para a noite devem ter luz
‘branco quente’ (‘warm white’ no inglês), com tonalidade preferencialmente
inferior a 3000 K. Aliás, muitas pessoas ficam decepcionadas quando escolhem
mal as lâmpadas económicas, e pessoalmente muitas vezes deparo-me com ambientes
‘deprimentes’.
Marcas recomendadas são por
exemplo a OSRAM ou a EGLO. A foto ilustra exemplo de lâmpada que iguala a luz
quente (2700 kelvin) das clássicas de 60W, existem idênticas equivalentes a
75W. A EGLO tem a luz um pouco menos quente (3000K) que consome ~ 12W, resulta
melhor nas madeiras mais escuras.
OS TELEFONES DITOS ‘ECOLÓGICOS’: ECO DECT
RELEMBRO que os telefones
DECT emitem continuamente microondas pulsadas, mesmo quando não estão
em uso. A maioria das pessoas desconhece isto, e pensa que apenas é
irradiada quando faz um telefonema.
No mercado português, a maioria
dos DECT à venda em 2014 já referem a designação de ‘ECO’, significando
que são telefones de menor consumo que as gerações anteriores. No entanto, olhando
atentamente para as caixas de variadas marcas disponíveis, não encontro
informação de que a base não emite radiação quando em repouso (‘standby’).
A única marca em que encontro essa
informação é em quase toda a gama recente da Siemens Gigaset. Testei um
(o Gigaset A510) e efectivamente a radiação desaparece cerca de um minuto
depois de pararmos a actividade com o terminal móvel.
ATENÇÃO Á DIFERENÇA: ‘MODO ECO’
x ‘MODO ECO+’ (ou eco-plus):
-
o modo ECO apenas reduz a potência de
transmissão em chamada – a base continua a emitir.
-
O modo ECO+ elimina totalmente a emissão de
radiação pela base quando o telefone não está em chamada. (esta é a maior causa
de electromosg de todos os DECT.
Em casas com parede de pedra, o modo ECO não terá
potência suficiente para falar, tirando esses casos, devem ter sempre o
telefone em modo ECO.
Atenção que quer o modo ECO e o
ECO+, são independentes e apenas ficam activos quando o utilizador desembala da
caixa e os programa – NÃO VÊEM POR DEFEITO!
Em modelos como o Gigaset A200, primeiro é necessário registar a base. Só uns 5 minutos depois podem programar os modos 'Eco '. O Gigaset A510 tem informação mais detalhada que o A200 sobre o modo Eco que reproduzo abaixo.
Em modelos como o Gigaset A200, primeiro é necessário registar a base. Só uns 5 minutos depois podem programar os modos 'Eco '. O Gigaset A510 tem informação mais detalhada que o A200 sobre o modo Eco que reproduzo abaixo.
RELEMBRO que quando compram uma
marca de qualidade – como o Siemens, Panasonic, etc – estas tem grande alcance
(~300 metros), significando com isso que tem uma elevada potência de radiação
permanente a sair da base. São telefones que se existirem do outro lado do
chão/tecto / ou parede imediatamente vizinhas onde se encontram, atingem >
1.0 V/m, obrigando um electrosensível a ter de blindar a casa para se proteger
dos vizinhos.
‘REDUZIR’ A NOCIVIDADE DAS RADIAÇÕES
Enquanto a radiação do DECT pode
ser resolvida na vossa casa – precisam talvez de trocar o telefone sem fios
fornecido pelo vosso operador porque certamente este não será ECO-plus+, já o
WIFI será mais difícil de eliminar, pois outros membros da família não passam
sem ele, havendo muitos dispositivos que nem sequer permitem a ligação por cabo
de rede. A única solução para esses casos – em que a família não permitir
desligar o WiFi – será de neutralizar parcialmente o efeito das radiações.
Abordo novamente este tema –
muitas pessoas não acreditam que funcionem alguns ‘truques’ de neutralização.
Sucede que as radiações não tem
apenas a componente ‘hertziana’. Podem consultar o site do Prof.
Meyl, físico especialista nas ondas escalares. Cientistas russos avançaram
para outro conceito ainda menos conhecido: o dos campos de torsão.
Os ‘cristais’ e afins ‘truques’ de
neutralização apenas podem actuar neste plano. Um exemplo de um mineral natural
é a shungite, forma cristalina do carbono, cuja estrutura complexa apenas
recentemente foi compreendida. Existe apenas no norte da Rússia (Karelia), e é
a única rocha conhecida que contem fullerenos (http://shungit-store.com/history-shungite.html).
A shungite forma a base um produto
de neutralização que é o ‘SPINOR’. Podem adquirir num site francês: http://www.spinor-france.com/. O site
apresenta mais detalhes sobre a sua actuação na protecção do campo bioenergético.
Pessoalmente, estes produtos,
transportados no corpo ajudam a reduzir o stress do electrosmog, mas não
são suficientes para se passar uma hora a poucos metros de um telefone DECT ou
router WIFI para quem é muito electrosensível.
No caso de não poderem prescindir
do WiFi por ser necessário a outros membros da família, a única alternativa que
resta será neutraliza-lo no próprio aparelho com dispositivos de neutralização.
Pela minha experiência resulta em menos sofrimento do que quando se transportam
apenas dispositivos de neutralização no corpo.
Devem ter um destes dispositivos
sempre a mão para colocarem quando forem a casa de amigos/familiares que se
recusem a desligar o WIFi enquanto lá permanecem. Como exemplo o spinor
(SPINOR-FRANCE), o Star 3-hole ou o G-33 (EMFBLUES).
Os EMFBLUES tem um dispositivo
novo para carregar no bolso: o ‘pocket ressonator’
(http://emfblues.com/pocket-resonator/
). Resulta sempre melhor para ambientes poluídos por radiação não pulsada
(exemplo: pilotos de avião, equipamentos científicos
laboratoriais/hospitalares). A radiação pulsada (WiFI, DECT, estações base
telemóvel) é muito mais difícil de neutralizar quando atinge o nosso
‘biocampo’. Daí o conselho de neutralizarem sempre na origem.
Quando não o podem fazer, os
efeitos serão mais ou menos difíceis de suportar se estiverem isolados
electricamente. Deixo-vos um exemplo recente em que fui a MEO-ARENA,
local irradiado por uma dezena de routers WiFi. Com estes níveis e tipo de
radiação, a única solução de minimizar os efeitos de alergia são ficar descalço
durante o concerto (com umas meias apenas). Agora depende se estamos mesmo em
cima do cimento (1º balcão) ou em plataformas ocas, possivelmente muito menos
condutoras.
ÚLTIMO ALERTA: As
fontes de radiação em casa tem aumentado. Ao analisar um quarto em que já não
havia DECT ou router ligado, ainda se obtinham leituras elevadas provenientes da
impressora WiFi que estava ligada A radiação só parou quando se
desligou. Não tenho muito mais informação a dar, mas é preciso muito cuidado
com as gerações recentes de impressoras, televisores e consolas de jogos (Wii,...),
ESPECIALMENTE SE NÃO TÊM MEDIDORES DE RADIAÇÃO DE MICROONDAS.
AUDIÇÃO SOBRE ELECTROSENSIBILIDADE NO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU
A 4 de Novembro de 2014 teve lugar a primeira audiência pelo
Comité Económico e Social Europeu (CESE) sobre hipersensibilidade
electromagnética. Uma das principais funções do Comité é ser «ponte» entre as
instituições da UE e a «sociedade civil organizada». Estes trabalhos começaram
em Julho, resumo o enquadramento: (http://www.eesc.europa.eu/?i=portal.en.ten-opinions.33611)
-
A hipersensibilidade eletromagnética está a causar
sofrimento e perda de qualidade de vida de um número crescente de cidadãos
europeus.
-
O número de indivíduos que sofre de hipersensibilidade electromagnética
aumenta todos os dias, e estas pessoas são muitas vezes confrontadas com o cepticismo
dos médicos e diagnósticos errados. De acordo com as novas estimativas, entre
3% e 5% da população são eletrossensíveis
-
O parecer poderá também defender a intensificação dos
esforços a nível da União Europeia e a nível nacional, regional e local para
identificar, minimizar e prevenir a exposição tanto em casa como no local de
trabalho, permitindo aos cidadãos viver em locais isentos de poluição electromagnética,
nas ditas zonas brancas.
A audição pode ser ouvida neste link: https://soundcloud.com/mastvictims/sets/eesc-hearing-on-electrohypersensitivity.
Outros documentos anexos podem ser descarregados em: http://www.eesc.europa.eu/?i=portal.en.events-and-activities-electromagnetic-hypersensitivity-documents.
As diversas associações de electro-hipersensiveis
europeus não foram avisadas com antecedência desta audiência. Contou no entanto
com a participação da notória ‘Robin dos Telhados’ francesa, forte defensora
dos EHS. Isto promete: nova audiencia a 5 de dezembro, com a elaboração do
parecer final em finais de Janeiro de 2015.
O parecer (nº TEN/559) vai ser votado a 7/Jan/2015 na secção de Secção Especializada de Transportes, Energia, Infraestruturas e Sociedade da Informação. Podem descarregar nas hiperligações este importante documento (disponível em português).
O parecer (nº TEN/559) vai ser votado a 7/Jan/2015 na secção de Secção Especializada de Transportes, Energia, Infraestruturas e Sociedade da Informação. Podem descarregar nas hiperligações este importante documento (disponível em português).
1º LIVRO EM PORTUGUÊS SOBRE ELECTROSENSIBILIDADE SAIU NO BRAZIL
O Eugénio Lopes é um português que
já ajudou alguns electrosensíveis em Portugal, inclusivamente quando eu tive uma
antena de telemóvel dentro do meu local de trabalho (página deste blog ‘adaptação
aos ...’).
Há alguns anos que está mais radicado
no Brasil, e foi lá que lançou o livro, e já depois de passar a barreira dos
80: nunca é tarde para começar! Parabéns Eugénio!
Podem ver as fotos no seu portal: https://www.facebook.com/eugenio.lopes?fref=ts.
Podem adquirir o livro na Editora
Schoba: http://livrariadaschoba.com.br/livros.html.
como posso conseguir um lençol para aterramento no Brasil? Que tipo de material é usado?
ResponderEliminarTambém queria saber. Inclusive se é possivel fazer um. Porque com o preço do dolar não é nada barato para nós brasileiros comprarmos uma roupa de cama com preços tão caros.
ResponderEliminarHá uma forma bem barata de se aterrar para dormir: compre uma haste de aterramento de 2 metros, um grampo para prender o fio a ele, qtos metros necessitar de fio e uma pulseira eletrostática. Enfie a haste na terra, conecte o fio na haste e prenda com o grampo e leve o fio até o lado da sua cama e conecte a pulseira a ele. Durma com a pulseira. Simples e barato!
Eliminarhaha, adivinhou meu pensamento. Comprei a pulseira anti estatica faz uma semana. como estou em prédio pluguei no fio terra da rede de energia.
Eliminar
ResponderEliminarInteressante, mas alguém pode explicar- me, ainda mais SIMPLES, como fazer o lençol? Obrigado