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2015 & 2016
RESUMO:
1. O
COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU (CESE) pronunciou-se sobre HIPERSENSIBILIDADE
ELECTROMAGNÉTICA (Janeiro 2015)
2. FRANÇA 2015: A ‘LEI ABEILLE’ – retirar o
WiFi das Creches
3. O QUE TÊM EM COMUM OS ELECTRO-HIPERSENSÍVEIS – A INVESTIGAÇÃO DO PROF. BELPOMME
4. O TRATAMENTO SUGERIDO PELA EXPERIÊNCIA DO PROF. BELPOMME
5. MINIMIZAR A RADIAÇÃO DO WIFI EM CASA
6. UM TELEFONE MUITO PRÁTICO !
7. ATENÇÃO: AS PLACAS RADIANTES não têm terra
8. REUNIÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE EHS EM BRUXELAS – JANEIRO 2016
9. O
JORNALISMO DE ‘CONSUMO RÁPIDO’ – OS ‘ESPECIALISTAS’ DITAM O VEREDICTO!
10. ENTREVISTA ‘EXAME INFORMÁTICA’ – MARÇO 2016
11. ENTREVISTA ‘VISÃO’ – ABRIL 2016
12. CONTADORES INTELIGENTES – A REVOLTA CONTINUA ACESA EM ESPANHA & FRANÇA
13.
ARVORES QUEIMADAS POR RADIAÇÃO DE MICROONDAS
14. CARTA AO PAPA FRANCISCO: A IGREJA E A CONTAMINAÇÃO
ELECTROMAGNÉTICA
15. AUTOMÓVEIS – A DESCARGA ELECTROSTÁTICA (previne
choques)
16. REDUZIR A RADIAÇÃO: O AURICULAR RETRO
17. O PROVEDOR DE JUSTIÇA EUROPEU RECONHECE QUE O CESE NÃO GERE
CORRECTAMENTE OS CONFLITOS DE INTERESSE DOS SEUS MEMBROS
1.
COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU (CESE) pronunciou-se sobre hipersensibilidade
electromagnética em Janeiro 2015
O
início de 2015 não trouxe boas notícias
para os electrohipersensíiveis (e a população no geral): «Na sua 504.ª
reunião plenária, realizada em 21 e 22 de janeiro de 2015, o Comité Económico e
Social Europeu rejeitou o projeto de parecer elaborado pela Secção
Especializada de Transportes, Energia, Infraestruturas e Sociedade da Informação
em favor do seguinte contraparecer, que foi aprovado por 136 votos a favor, 110
votos contra e 19 abstenções.»
O contraparecer (http://www.eesc.europa.eu/?i=portal.en.ten-opinions.33611):
·
É negacionista: afirma que «a exposição a campos de
radiofrequências não causa sintomas nem afeta a função cognitiva nas pessoas.»
·
insta a que é preciso prosseguir
na investigação do «potencial impacto na saúde da exposição a longo prazo, por
exemplo, no caso da utilização de um telemóvel durante mais de 20 anos.» - o
que é ridículo, dada a múltipla exposição continua que temos nos lares e no
trabalho/escola !!!
·
faz afirmações caluniosas sobre
os electrosensiveis, e compara-os também com associações semelhantes que se
preocupam «com a exposição a múltiplos produtos químicos (síndroma conhecido por Sensibilidade Química
Múltipla, que os EHS também sofrem), intolerância alimentar generalizada
(andamos todos com a ’mania’ do
‘isento de glúten e de lactose’) ou exposição a partículas (será que os chemtrails, ou rastos químicos,
também estão incluídos?), fibras ou bactérias no ambiente.
·
E basicamente, reduz todos estes
problemas ambientais a causas psiquiátricas e a falta de encaixe na sociedade moderna: «Essas pessoas necessitam
de apoio, não apenas para tratar os sintomas clínicos propriamente ditos, mas
para lidar com as preocupações que exprimem em relação à sociedade moderna.»
O
PARECER preparado em 2014, reconhecia a hipersensibilidade electromagnética e a
sua crescente prevalência e pedia apoio para pessoas afectadas (diagnóstico e
prevenção, criação de zonas isentas de radiação (‘zonas brancas’). Propunha
também a redução da exposição (proibição de publicidade para menores e
restrição de tecnologias sem fio (wifi, telemóveis) nos estabelecimentos de
ensino).
Este
CONTRA-PARECER, que surgiu a última da hora em 2015, nega a relação fisiológica
da hipersensibilidade electromagnética com a exposição a radiofrequência e remete-a para uma questão psicológica
associada com a percepção do risco e dificuldade de enquadramento na sociedade
moderna. Não propõe medidas para a protecção dos afectados e adia a adopção de
medidas de redução da exposição da população em geral (princípio da precaução).
A
origem deste CONTRA-PARECER está num membro do CESE, Richard Adams, que é membro da “UK Charity Sustainability First”
que promove a grelha inteligente e os contadores inteligentes (que usam
microondas para telecomunicação das leituras). Este Fundo de Caridade é patrocinado
pela BEAMA, que por sua vez representa 300 firmas de electronica, e tem grande
influencia internacional política, na definição da padronização e políticas
comerciais). Podem ler aqui mais sobre este escandaloso conflito de interesses
do Sr. Adams e a sua actuação dentro do CESE: http://www.powerwatch.org.uk/news/2015-01-20-eesc-final-opinion.asp
O CESE divide-se em três grupos:
foi sobretudo o grupo dos ‘empregadores’ que fez passar este contra-parecer.
Entre os grupos dos ‘trabalhadores’ e de ‘interesses diversos’ encontravam-se
os membros que votaram contra. A votação portuguesa esteve também quase
empatada à semelhança da votação global – eu alertei antecipadamente alguns
membros do CESE para o problema, o que parece ter servido de alguma coisa.
Claramente o lobbie industrial
venceu! Mas por pouco! A votação global
– quase empatada – mostra que muitos dos membros do CESE estão preocupados com
a saúde da população e a mensagem está a passar aos poucos.
Mas
não está apenas em causa a indústria das telecomunicações e da electrónica. A
sociedade aparentemente está ‘cheia de maníacos’ que minam não só estes mas
também outros interesses industriais. Aliás, penso que nunca as modas
‘vegetarianas’, macrobióticas, etc alguma vez introduziram tanto ‘caos’ para o
negocio dos cereais ou do leite. Alguns alimentos fazem parte dos “grandes
negócios” e estão mesmo cotados em bolsa de valores (http://www.nasdaq.com/markets/wheat.aspx).
As
intolerâncias estão a crescer tão rápido – aparentemente ??? – que não admira
pois que se ache que é ‘moda’ (http://agriculturaemar.com/intolerancia-a-lactose-e-moda-diz-especialista/).
Mas deixo aqui as curiosas palavras da especialista neste artigo da revista
‘Agriculturaemar’:
-
«Relativamente à intolerância à lactose, Pedro Graça (director do Programa Nacional de Alimentação Saudável) salienta
que sempre houve e continuará a haver, mas o especialista não tem certezas de
que esteja a aumentar, embora considere possível que as alergias têm vindo a
aumentar.»
- «“O
que não sabemos das alergias é a relação entre o hospedeiro e as substâncias
agressoras. O que sabemos é que estamos
em mudança do ponto de vista ambiental. Há substâncias novas ligadas ao
alimento e à produção alimentar, como conservantes e aditivos, mas também o ar
que respiramos. Tudo junto pode originar um conjunto de casos”, argumenta.»
Só o
“ar” é que mudou? É este o problema da ignorância generalizada em relação ao
‘electrosmog’ – é uma poluição invisível.
Mas
esta praga das intolerância alimentares será mesmo da cabeça das pessoas??? Eu
perdi o meu inchaço da barriga em um mês sem glúten! Nós vivemos num ambiente
electromagnético profundamente alterado. Esperam mesmo que isto não afecte o
nosso funcionamento? Ou esqueceram-se que a milenar medicina tradicional
chinesa reconhecia o delicado funcionamento eléctrico do corpo, com os seus
meridianos e pontos à superfície da pele. As pessoas deixaram mesmo a
inteligência de lado em favor das ‘bênçãos’ que a electricidade e as
telecomunicações trouxeram?
Na
figura abaixo podem ver a intensidade da radiação não-ionizante natural a cor
verde. Todas as outras cores são o aumento progressivo causado pela
electricidade e pelas telecomunicações. Atenção que a escala é logarítmica –
cada traço do eixo esquerdo do gráfico corresponde a um aumento de mil vezes.
![]() |
EXPOSIÇÃO A RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE: DA ELECTRICIDADE ÀS MICROONDAS (EVOLUÇÃO POR DÉCADAS EM CORES SEPARADAS) |
2. FRANÇA 2015: A ‘LEI ABEILLE’ – retirar o
WiFi das Creches
Em
29/01/2015 o parlamento francês aprovou uma lei referente ao comércio e uso de
telemóveis e equipamentos wi-fi (http://www.assemblee-nationale.fr/14/ta/ta0468.asp).
A lei foi proposta já dois anos antes pela deputada do Val-de-Marne, Laurence
Abeille, dos ‘Verdes’ europeus.
De
acordo com a lei:
·
É proibido rede wi-fi em
ambientes dedicados a actividades com crianças menores de 3 anos;
·
nas escolas primárias os
equipamentos wi-fi devem ser ligados somente quando necessários nas
aulas;
·
a publicidade sobre telémóveis
deve incluir mensagem referente aos riscos e modo seguro de uso, como por
exemplo mostrar o uso de acessório que permita limitar a exposição da cabeça
aos campo electromagneticos.
No
entanto, esta lei não altera os limites de exposição (entre 41 e 61 V/m). A
exposição em França em 2013 era de 0.7 V/m em 90% dos casos, mas em alguns
locais podia exceder os 6 V/m (http://www.lemonde.fr/planete/article/2015/01/29/une-loi-pour-encadrer-l-exposition-aux-ondes_4565339_3244.html#PsGBb2EPKdYskT5e.99)
Estes
níveis elevados, levam não só a que seja possível termos uma antena de
telemóvel apontada para dentro de casa, mas também a que qualquer um possa
instalar dentro de casa os aparelhos que quiser. Deixo-vos um exemplo de um
ouvinte de uma das minhas palestras. Pensava, como a maioria, que as radiações
não faziam mal. Mas, notou que começou a sentir-se muito cansado depois de
introduzir em casa um repetidor de WiFi. Ele enviou-me a foto que confirmou a
sua afirmação: a antena, que tinha comprado num site de Internet, era adequada
para uso exterior (com uma potência muito superior a um retransmissor WiFi
caseiro, portanto)! Este tipo de antena exterior, é para ser usada por exemplo
em parques de campismo.
Não
admira que o corpo se ressentisse. E os vizinhos que levaram com a radiação?
3. O QUE TÊM EM COMUM OS ELECTROHIPERSENSÍVEIS – A INVESTIGAÇÃO DO PROF. BELPOMME
Dominique
Belpomme, Christine Campagnac and Philippe Irigaray publicaram em 2015 um
importante artigo que descreve os biomarcadores que podem ser usados para
definir a EHS – ElectroHiperSensibilidade e também a SQM – Sensibilidade Química Múltipla
(Reliable disease biomarkers characterizing and identifying
electrohypersensitivity and multiple chemical sensitivity as two etiopathogenic
aspects of a unique pathological disorder, Revues Environmental Health 2015;
30(4): 251–271).
A
equipa do Prof. Belpomme (um reconhecido cancerólogo francês) já recebeu mais
de um milhar de pacientes com EHS e/ou SQM. Os seus dados preliminares, usados
nestes artigo, incluíram 727 casos válidos (de 839 estudados): 521 (71.6%) com
EHS, 52 (7.2%) com SQM, e 154 (21.2%) com ambas as síndromas. Dois em cada três
pacientes eram do sexo feminino; e a idade média era de 47 anos.
Como a
inflamação parece ser um processo chave que resulta da exposição a campos
electromagnéticos/ou substâncias químicas, e a libertação de histamina um
potencial mediador da inflamação, esta molécula foi medida: quase 40% dos
pacientes tinham aumento da histamina, indicativo de inflamação crónica.
O
stress oxidativo é um contribuinte chave para danos nos tecidos. Foi medida a
nitrotirosina, um marcador da produção de peroxynitrito (agente oxidativo) e
marcador também da abertura da barreira hemato-encefálica: 28% tinham aumento
da nitrotirosina. A presença da proteína S100B é outro indicador da abertura da
barreira hemato-encefálica: 15% tinham aumento da S100B.
Anticorpos
contra a O-mielina (camada de células que isola electricamente os neurónios)
estavam aumentados em 23% dos pacientes. Outras proteínas conhecidas na
resposta ao choque térmico, a Hsp27 e/ou a Hsp70 estavam aumentados em 33% dos
pacientes.
Como
muitos pacientes relatavam insónia crónica e fadiga, determinaram na urina a
razão 6-hydroxymelatonin sulfate / creatinina e descobriram que estava em média
abaixo de 0.4 (os níveis considerados normais situam-se entre 0.8 e 8.0).
E
finalmente, tendo em atenção que existem muitas queixas de dor de cabeça,
mediram o fluxo sanguíneo nos lobos temporais do cérebro com ultra-sons
(‘pulsed cerebral ultrasound computed
tomosphygmography’). Ambas as síndromas estavam relacionadas com redução
do fluxo sanguíneo, envolvendo o sistema límbico e o tálamo.
![]() |
VALORES ENCONTRADOS EM PACIENTES COM ELECTROSENSIBILIDADE E SENSIBILIDADE QUÍMICA MÚLTIPLA PARA A MELATONINA. VALORES NORMAIS ENTRE 0.8 - 8.0. (Em: Rev. Envir. Health 2015; 30(4): 251–271 |
Os dados obtidos sugerem que EHS
e SQM podem ser objectivamente caracterizadas e diagnosticadas de rotina por
testes comerciais simples. Sendo comum a co-ocorrência de EHS e SQM, deve
existir um mecanismo patológico comum.
Ambas
as desordens parecem envolver hyper-histaminemia relacionada com inflamação,
stress oxidativo, resposta auto-imune, perturbação na circulação sanguínea
cerebral e abertura da barreira hemato-encefálica e um défice na melatonina
disponível. A gravidade destas conclusões é que sugerem um risco de doença
crónica neuro-degenerativa!
A
possibilidade da abertura da barreira hemato-encefálica abre caminho a entrada
de tóxicos presentes no organismo para o cérebro. O funcionamento dos neurónios
requer um meio químico muito controlado, e o cérebro não é irrigado da mesma
maneira que outras partes do corpo devido a esta barreira.
Ora já
é conhecido desde os anos 70 através de estudos em ratos, que esta barreira
pode ser quebrada na presença de microondas: ‘Microwave alteration of the
blood-brain barrier system of rats.’ (Brain Research 1977 May 6;126(2):281-93)
Link: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/861720
Mas
algum do interesse em estudos deste tipo era de possibilitar a entrada de
certos fármacos no cérebro (sobretudo as moléculas pouco polares), que de outra
maneira não podiam entrar. Nem sempre a investigação tinha que ver com a
protecção deste tipo de radiação.
4. O TRATAMENTO SUGERIDO PELA EXPERIÊNCIA DO PROF. BELPOMME
O
grupo ARTAC - Association pour la
Recherche Thérapeutique AntiCancéreuse (www.artac.info)
desenvolveu um protocolo de tratamento baseado nos resultados bioquímicos e de
imagiologia de cada paciente, e deve ser adaptado a cada um: http://www.ehs-mcs.org/en/treatments_161.html
Baseia-se
na administração de anti-histaminicos para o receptor H1; antioxidantes;
agentes vegetais de revascularização cerebral, elevadas doses de vitaminas B1,
B2, B6, D2-D3, óleos Omega 3 e zinco.
Estimam
que este protocolo cause regressão da intolerância aos campos electromagnéticos
em 60% dos casos de EHS.
Agora, existem aqui pormenores
complexos: há que distinguir a intolerância sintomática e a hipersensibilidade.
Esta segunda é mais difícil de eliminar.
No
entanto, devido a re-perfusão vascular cerebral e normalização dos parâmetros
bioquímicos, sugerem que podem evitar a evolução destas patologias
neuro-inflamatórias para a doença de Alzheimer, perturbações auto-imunes ou
cancro, se o protocolo for administrado o mais cedo possível.
O
grupo da ARTAC tem estado a apostar num tratamento para melhorar a
vascularização cerebral baseado numa preparação de papaia fermentada, em
colaboração com o Osato Research Institute (Japao). Até o Prof. Luc Montaguier,
laureado Nobel da medicina e co-descobridor do vírus da SIDA, a recomenda. http://en.ori-japan.com/news/backnumber/research/2008.html
Pode
funcionar melhor quando o Ginko Biloba falha, ou vice-versa.
Quanto a antioxidantes, tem
estado a usar a L-carnosine, um di-péptido associado efeitos antioxidantes e
desintoxicação de metais pesados.
Quanto
a deficiência da vitamina-D2/D3, parece não tratar-se de uma falta de exposição
solar. Quanto a deficiência de zinco, o tratamento com a papaia por si não
resolve esta carência, nem as outras.
Um deja-vu! Para
andarmos bem da saúde, nesta sociedade tóxica, somos obrigados a andar sempre
com um cabaz de pílulas atrás de nós. E sabem quando custa só a papaia
fermentada para um mês: mais de 65 euros (https://immunage.biz/spanish/?___from_store=english).
Agora somem o resto...
5. MINIMIZAR A RADIAÇÃO DO WIFI EM CASA
A sua
família está viciada nos gadgets (laptops,
tablets e afins) e não consegue prescindir do Wifi?
Em vez
de adquirir um router mais potente (que estão sempre a sair novidades), adquira
um router que permite minimizar a radiação.
Mas, mais importante: COM ESTE ROUTER PODEM CORTAR O SINAL DE WIFI QUANDO QUISEREM, SEM COMPLICAÇÕES: BASTA DESLIGAR DA FICHA ELÉCTRICA, e não ficam sem os canais de TV, nem sem linha telefónica, nem sem Internet por cabo.
Mas, mais importante: COM ESTE ROUTER PODEM CORTAR O SINAL DE WIFI QUANDO QUISEREM, SEM COMPLICAÇÕES: BASTA DESLIGAR DA FICHA ELÉCTRICA, e não ficam sem os canais de TV, nem sem linha telefónica, nem sem Internet por cabo.
Dependendo
dos casos, os routers ‘caseiros’ são fornecidos pelas operadoras sem botão para
desligar o WiFi, além de não se poder reduzir a potência (alcance) máximo nem
minimizar o sinal localizador (o ‘beacon’).
Já expliquei que o WiFi (à
semelhança dos telefones DECT) emite uma forte radiação por impulsos, sendo que
a radiação média fora desses impulsos é muito mais baixa. Estes ‘beacons’ são
como faróis para os gadjects se sincronizarem e se conectarem aos pontos de
acesso.
Há
routers em que é possível reduzir a radiação, a pulsação do beacon, e ainda a
largura de banda, tudo separadamente. Dou o exemplo de um router portátil: da
TP-Link, o TL-WR710N, que custa uns 25 euros na https://www.amazon.es/.
![]() |
SE USAREM UM ROUTER COMO ESTE, PODEM DESLIGAR O WIFI QUANDO NÃO FOR PRECISO: BASTA RETIRAR DA FICHA E NÃO PERDEM A TV NEM O TELEFONE |
No capitulo 4.7.1 Wireless Settings
·
Se seleccionarem «11bg mixed -
Select if you are using both 802.11b and 802.11g wireless clients» retiram a
rede 11N que tem maior largura de banda (40 milhões de Hertz em vez de 20
milhões)
No
capitulo 4.7.4 Wireless Advanced
·
Alterem o «Transmit Power» para
Low (com duas paredes de tijolo normal ainda se obtém um sinal de 2/5 traços de
rede Wifi num computador portátil).
·
«Beacon Interval» – o valor por
defeito é 100 millisegundos, ou seja, ocorrem 10 ‘beacons’ em cada segundo
(frequência de 10 Hertz). Alterem para 1000 millisegundos, e passam a ter
apenas uma rajada de microondas em cada segundo (frequência de 1 Hertz).
(atenção que com esta última operação alguns equipamentos podem não sincronizar a primeira tentativa, tem de experimentar e, pode depender da versão do Windows)
(atenção que com esta última operação alguns equipamentos podem não sincronizar a primeira tentativa, tem de experimentar e, pode depender da versão do Windows)
Medi este router com o
‘Acoustmeter’. Em ‘low’ a radiação a cerca de um metro reduz apenas para
metade: de 4.8 V/m para 2.3 V/m. Portanto tomem atenção: não se iludam com a
designação de «router de bolso» - é tão potente quanto os outros routers se não
forem modificados os parâmetros por defeito.
Quanto a pulsação podem ver na
figura a diferença entre um ‘beacon’ a 10 Hz e outro a 1 Hz (da esquerda para a
direita): tem dez vezes menos impulsos a cada segundo.
6. UM TELEFONE MUITO PRÁTICO !
Se
desejar substituir o seu telefone DECT (que
emite radiação continuamente), mas é electrosensível, não deve usar um
ECO-DECT pois receberá radiação quando efectuar uma chamada. O ideal será o
tradicional telefone com fio.
Mas
lembram-se quando se puxava o fio do auscultador e o telefone caía ao chão?
Coisas do antigamente... Pois com o Gigaset DA210 da Siemens não há esse
problema: o ‘auscultador’ e o ‘telefone’ são um só – existe apenas um longo fio
a ligá-los à tomada ‘rita’: 2 metros de fio simples + 1.5 metros de fio em
espiral de mola.
Pode
ter este telefone ligado ao seu router (ex. na MEO-fibra) e sentar-se
confortável no sofá, pois a totalidade do fio alcança mais de 3 metros.
-
Só precisa de voltar à base para
deixar o telefone no repouso, ou traz a base consigo para terminar a chamada.
-
Não precisa de ir à base para
cortar a chamada e começar outra.
-
Tem 10 memórias.
-
Não gasta electricidade
adicional
-
Não precisa substituir/carregar
pilhas.
Podem
comprar por 15-20 euros em Portugal ou na https://www.amazon.es/
. O correio é apenas de 5 euros e podem juntar outras compras, como o router
acima descrito. Recomendo as pilhas recarregáveis AA 2700 mAh da Panasonic,
para as lanternas e radio despertador a usar no quarto de dormir.
7. ATENÇÃO: AS PLACAS RADIANTES NÃO TÊM TERRA
Têm
surgido aquecimentos de parede cada vez mais pequenos: as placas radiantes. Atenção ao comprarem
electrodomésticos como este: estas placas não tem ligação de terra e aumentam a
vossa exposição ao campo eléctrico. Atenção que algumas fichas eléctricas
macho, apesar de serem ‘gordas’, se não têm as duas tiras metálicas na lateral,
não tem terra. Uma ficha com terra, tem de ter 2 pernes e 2 tiras metálicas na
lateral.
Vejam
o que já falei sobre os televisores LED e como corrigir isso (página do blog:
«2014: ATERRAMENTO»). Nas placas radiantes, estas são demasiado frágeis para se
fazer qualquer esquema de aterramento, como sugeri para os televisores.
8. REUNIÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE EHS EM BRUXELAS – JANEIRO 2016
12.01.2016:
Encontro em Bruxelas contra a contaminação electromagnética: Em direcção a uma
Iniciativa de Cidadania Europeia. Reunião no ‘Mundo-B’ e no Parlamento Europeu
promovida pela eurodeputada Michèle Rivasi da ‘Aliança os Verdes’.
Pela
primeira vez esteve um representante de Portugal numa reunião deste género, que
aproximou o trabalho realizado pelas associações de diversos países europeus.
Podem
ver as fotos na página da PECCEM: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.491607977631047.1073741829.224787080979806&type=3
Podem
ler mais informações sobre os bastidores detsa reunião na nota de imprensa da
PECCEM:

REUNIÃO COM A EURODEPUTADA DOS VERDES MICHELE RIVASI. OBRIGADO MICHELE PELO APOIO AOS EHS!

9. O
JORNALISMO DE ‘CONSUMO RÁPIDO’ – OS ‘ESPECIALISTAS’ DITAM O VEREDICTO! (JORNAL 'EXPRESSO' 2015)
As
(raras) notícias em Portugal sobre electrosmog são frequentemente artigos
curtos que resumem apenas a opinião de diversos ‘especialistas’ na matéria, mas
não aparece um verdadeiro jornalismo de investigação, e assim não têm sido
divulgados textos relevantes como os relatórios Bioinitiative2007 e Bioinitiative2012, a Resolução 1815/CE, etc.
Dos
meus contactos recentes com os media, apercebi-me que os próprios jornalistas
também não têm as condições para desenvolver mais a notícia – afinal estamos na
sociedade do consumo rápido e do descartável.
Isto
não contribui para esclarecer correctamente o público, e muitos ‘especialistas’
não explicam os ‘meandros’ complexos deste tema, aliás tão técnico para o leigo
comum os entender.
Senão
vejamos a ‘des-construção’ de algumas ‘inverdades’ neste artigo do ‘Expresso’
de Outubro de 2015: http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-10-10-O-Wi-Fi-e-um-risco-para-a-saude-das-criancas--
![]() |
FIGURAS COMO ESTA NUMA REPORTAGEM INDUZEM UMA MENSAGEM DE SEGURANÇA no público: OS APARELHOS QUE EMITEM MICROONDAS SÃO SEGUROS PORQUE SÃO MENOS POTENTES QUE AS ANTENAS. SERÁ MESMO ASSIM? |
- «as preocupações começaram nos
anos 90»: incorreto! O problema das microondas começou na década de 1940 depois
da invenção do radar, e ficou conhecido por ‘síndroma das microondas’. Os
actuais limites foram estabelecidos somente depois de já terem ocorrido
diversas vítimas quer militares quer civis: casos de infertilidade, queimaduras,
cataratas, etc. O telemóvel é que se vulgariza nos anos 90, já depois de
existirem os limites ‘térmicos’. Os actuais limites derivam destas
‘queimaduras’ e outros efeitos. Não são adequados ao aumento da exposição
contínua (24 horas), que surgiu com a enorme proliferação do uso de microondas
em telecomunicações particulares. A história está explicada em livros como:
“Electromagnetic fields” de Blake Levitt.
- «o que está em causa não é a quantidade de fontes que temos à nossa volta, mas
a intensidade da radiação...» Não é correcto apresentar a potência de
diversas antenas e aparelhos de uso doméstico desta maneira simplista. Aliás,
a figura que ilustra o artigo é muito enganosa para o leitor, que fica no final
com a mensagem de que os aparelhos pequenos até não são nada perigosos.
Isto porque, podem ter potências diferentes, sim é
verdade, mas estão a distancias muito diferentes da maioria das pessoas
(desde quilómetros a apenas alguns centímetros). As leis da física explicam
como a energia se reduz com a distância. Mas a realidade não é tão angélica
quanto parece sobretudo para os aparelhos que temos agora dentro de casa:
Já ilustrei no blog (ver página «profissões de risco») que exposições de 3 ou 4
Volt/metro tanto podemos receber na rua das antenas de telemóvel, como dentro
de casa/escritório quando estamos perto dos routers com WiFi ligado e dos
telefones DECT. A diferença é que nestes aparelhos a potência máxima é emitida
de modo intermitente (radiações pulsadas), enquanto nas antenas é emitida de modo
continuo.
- «“Se houvesse consequências nefastas para a saúde causadas pelos campos
electromagnéticos, não teriam já surgido casos de pessoas doentes nas
imediações?” Pois, este ‘especialista’ nunca se interessou pelo tema, aliás
muito controverso, sobre o cancro nas proximidades dos emissores de rádio e
televisão. Um dos casos mais badalado é o da Rádio Vaticano (http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2010/07/100714_vaticano_rc.shtml).
Mas há outros e, que deram origem a diversos artigos científicos.
- «“não há estudos científicos que permitam concluir que os campos
electromagnéticos têm efeitos nocivos na saúde das pessoas.” Pois
compreende-se. Ou este ‘especialista’ é muito ocupado ou não teve interesse em
ler o Relatório Bioinitiative2007!
10. ENTREVISTA ‘EXAME INFORMÁTICA’ – MARÇO 2016
E para
finalizar, este ano 2016 começa com uma entrevista detalhada sobre o tema, nesta conhecida
revista de informática. Alguns EHS foram entrevistados, incluindo eu.
Do
outro lado da ‘arena’ temos contra nós a própria classe médica, dona da
verdade: «António Vaz Carneiro, professor da Faculdade de Medicina da
Universidade de Lisboa, não nega os sintomas da EHS, mas lembra que os
malefícios das radiações das telecomunicações não figuram entre os principais
alvos de diagnóstico de um médico. «Não sei se os telemóveis têm riscos. Mas se
tiverem, são tão pequenos que será provavelmente inútil falarmos disto. Há
pessoas preocupadas com os telemóveis; mas talvez devam prestar muita atenção
ao atravessar a estrada em Lisboa, porque a probabilidade de morrerem
atropelados é milhares de vezes superior à de ter um cancro do cérebro».
A
comparação é chocante, obsoleta e de mentalidade muito retrógrada!!! Estamos a
falar de há três décadas atrás, quando aparecerem os primeiros telemóveis. A
exposição era voluntária e muito localizada!!! Só falava ao telemóvel quem
queria e tinha dinheiro para adquirir um brinquedo destes. Efectivamente, o
cancro no cérebro seria a única e exclusiva preocupação.
Agora
vou no autocarro e o meu corpo recebe a radiação WiFi mais a radiação dos
telemóveis dos passageiros. Não há comparação possível com três décadas atrás:
as dores de cabeça, a dificuldade de concentração, os zumbidos, etc, etc que os
EHS tanto padecem! Não é o cancro agora que devemos recear: talvez as doenças
neuro-degenerativas em breve superem o cancro.
E por
falar em cancro, o Prof. Belpomme defende que o cancro está muito relacionado
com causas ambientais. Podem ver aqui as suas recomendações para prevenir o
cancro: as 30 regras individuais (http://www.artac.info/fr/prevention/prevention-environnementale/30-regles-individuelles_000031.html
).
Ele
tem também livros em francês, como este “Antes que seja tarde” e, outros sobre
problemas ambientais (http://www.amazon.fr/Avant-quil-soit-trop-tard/dp/2213625980/ref=pd_bxgy_14_img_3/277-6570620-3416440?ie=UTF8&refRID=0ZKHAJ4DTPS5C9K752W7
)
E há
que continuar alerta para nos protegermos: já falei das ‘cidades inteligentes’,
e cada vez mais electrodomésticos vem preparados para receber WiFi: estamos na
era da ‘Internet das coisas’ http://exameinformatica.sapo.pt/videos/eitv/2016-03-29-Exame-Informatica-TV-n-500-chegamos-a-era-da-Internet-das-coisas
E a
breve trecho seremos irradiados por novas faixas de frequência de microondas. A 5ª GERAÇÃO está em preparação, e
financiada também pelos nossos bolsos a nível europeu (https://5g-ppp.eu/). Lá para 2017 já haverá
redes experimentais. E cobertura lá para 2018. A velocidade de transmissão de
dados será ‘louca’.
Mas
para que serve tanta velocidade? Se as doenças reduzissem a essa velocidade.
Mas estamos a assistir ao contrário.
11. ENTREVISTA ‘VISÃO’ – ABRIL 2016
Pela
primeira vez (que eu tenha conhecimento), o tema foi aprofundado como nunca
antes pelo jornalismo português! A Vânia Maia está de parabéns por se ter
aventurado no ‘universo paralelo’ daqueles para os quais certas tecnologias são
devastadoras da saúde e vivem refugiados.
Há 10
anos que esperava por uma reportagem assim! Infelizmente ainda há muitas vozes
discordantes...afinal de contas as tecnologias não os tornaram mais
inteligentes!
Pontos
fracos:
-muito ênfase no WiFi – os telefones sem fio, grandes poluidores de
microondas pulsadas em casas, lojas, escritórios, etc, passam um pouco despercebidos.
-E o
‘nosso’ habitual’ ‘especialista’, professor da Faculdade de Medicina da
Universidade de Lisboa, diz-nos que “apanha-se mais radiação num dia de praia
ao Sol do que a vida inteira a usar o telemóvel”. Mesmo que as contas estejam
bem, as frequências do espectro electromagnético não são as mesmas. Efectivamente, nos solários poderemos apanhar
radiação ultravioleta elevada, mas não tanto assim, quando comparado com o que
se passa na faixa das microondas. Pura
ignorância de astrofísica!
O sol
emite todo o tipo de radiação do espectro electromagnético, mas a maioria desta
radiação situa-se entre o ultravioleta e o infra-vermelho, situando-se o máximo
na faixa da luz visível (ver foto abaixo) (https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Solar_spectrum_ita.svg).
Nos extremos do espectro esta radiação é muito reduzida, mas aumenta uma dezena
a uma centena de vezes ao longo do ciclo das manchas solares. Ora, na faixa das
microondas esta radiação aumentou biliões de vezes sobre o ruído de fundo
natural que nos chega das estrelas. Por isso, estamos perante uma situação
que se poderá designar de “poluição” electromagnética (ver a primeira
figura desta página, acima).
E
continuamos a achar que isto não trará consequências biológicas? Por quanto
tempo é preciso continuar a escalada das doenças da civilização? Cancro em
pessoas com 30 anos é agora vulgar! Isso do cancro incidir apenas nos
quarentões e mais velhos era coisa do tempo dos nossos pais.
12. CONTADORES INTELIGENTES - A LUTA CONTINUA ACESA EM ESPANHA & FRANÇA
Estes
contadores são mais uma fonte de poluição electromagnética a entrar nas nossas
casas. E não se trata apenas da electricidade: há contadores para a água e o
gás. Existe ainda a questão dos dados adquiridos - a violação da nossa
privacidade posta em causa, pois o nosso consumo está sempre a ser transmitido
para a central.
Por cá
estão a entrar lentamente. Mas noutros países - com maior consciencialização do
electrosmog - a sua instalação dá muita luta. A foto é ilustrativa: várias
comunas de França não querem o CPL (tb conhecido como Powerline, ou 'corrente
portadora em linha'). Toda a noticia em: http://www.leparisien.fr/espace-premium/actu/une-cinquantaine-de-communes-font-la-guerre-a-linky-26-03-2016-5661833.php
Na
Alemanha estão a arrepiar caminho: não há uma boa relação custo-benefício da
substituição, e não será o consumidor a pagar o novo equipamento. Em Espanha,
igual preocupação: (https://plataforma.quieroauditoriaenergetica.org/
)
13. ARVORES QUEIMADAS POR RADIAÇÃO DE MICROONDAS
O grupo alemão de conscientização para os perigos do electrosmog - Kompetezinitiative - publicou uma colectânea de fotos de árvores afectadas pela radiação das estações de base de telemóvel na cidade de Bamberg.
Nalguns casos, a evolução levou a uma degradação tal das árvores que na foto seguinte a(s) árvore(s) já tinha sido retirada(s) do local.
Podem aceder aos relatórios aqui:

A ÁRVORE ESTÁ AFECTADA DO LADO ESQUERDO, O LADO ONDE A RADIAÇÃO É MAIS INTENSA
14. CARTA AO PAPA FRANCISCO: A IGREJA E A CONTAMINAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA
Papa Francisco visita a Polónia - Jornada Mundial da
Juventude 2016 - nesta ocasião foi entregue uma carta aberta sobre o tema da
contaminação electromagnética e o papel da Igreja na protecção da vida.
Podem ler a carta aqui, preparada pela Coordenação de
Europeia de Organizações contra a Contaminação Electromagnética: Espanhol: http://www.peccem.org/DocumentacionDescarga/internacional/Letter.to.the.Pope.Francis.WYD.2016-ES.pdf e Inglês: http://www.peccem.org/DocumentacionDescarga/internacional/Letter.to.the.Pope.Francis.WYD.2016-EN.pdf
Depois do contacto com o Papa
aquando da visita ao Hospital de Crianças na sexta feira passada, 29/Julho, a
carta foi também distribuida em simultaneo pelos Núncios Apostólicos dos vários
paises que integram a Coordenação de Europeia de
Organizações contra a Contaminação Electromagnética.
15. AUTOMÓVEIS – A DESCARGA ELECTROSTÁTICA (previne choques)
Nos automóveis passou de moda o
uso da fita electrostática. Ainda se encontra em algumas lojas de peças
para automóveis. Precisam amarrá-la com um arame metálico na parte de trás da
carroceria do vosso carro.
Existem umas versões mais modernas
de apertar no tubo de escape. Se não encontrarem por cá, podem procurar por
“anti static car strap”, na «Amazon.co.UK» por exemplo. Senão, podem improvisar
com uma anilha metálica ajustável e uma corrente grossa metálica.
Previne os
desagradáveis choques ao sair do carro. Mas para um electrohipersensivel, ajuda
a reduzir a fadiga, sobretudo em longas viagens.
E os carros modernos, são cada vez mais artilhados
de campos electromagnéticos, que é difícil recomendar qual escolher para um
EHS. Evitem o GPS incorporado, por vezes difícil de desligar e muito
incomodativo para um EHS.
16. REDUZIR A RADIAÇÃO: O AURICULAR RETRO
Já conhecem os auriculares para
ouvir musica e também para reduzir a radiação do telemóvel na cabeça. Mas
existe outro estilo, que não incomoda para quem não gosta da borrachinha dentro
do ouvido: o auricular retro!
Algumas estrelas de cinema assumem
publicamente um uso mais seguro do telemóvel (http://www.iphonehandsets.com/ ).
Em Portugal ainda não se
vulgarizou. Podem adquirir na Amazon.uk ou Amazon.es por ex. procurem por
“retro handset” ou “auricular retro”.
Quando precisam efectuar chamadas
para números fixos, usam um telefone com fio – as chamadas são gratuitas. Mas
chamadas para números móveis não são grátis nos pacotes de telefone fixo.
De modo que tenham sempre um destes à mão na vossa
secretária do escritório se precisam de um uso intensivo de telemóvel, e
mantenham-no na mesa o mais longe do corpo (seios, abdómen, etc), não pensem
apenas em afastar da cabeça.
17. O PROVEDOR DE JUSTIÇA EUROPEU RECONHECE QUE O CESE NÃO GERE
CORRECTAMENTE OS CONFLITOS DE INTERESSE DOS SEUS MEMBROS
Seguidamente à aprovação em Janeiro de 2015 de um contra-parecer pelo Comité Económico e Social Europeu (CESE), que não reconheceu a
electrohipersensibilidade (noticia nº 1 acima), diversas associações de EHS
apresentaram seguidamente queixa ao Provedor de Justiça Europeu.
Podem
ver o desenrolar dos acontecimentos mais em detalhe em língua espanhola no site
da PECCEM (http://www.peccem.org/EHS-CESE.html
).
Apenas
em Setembro de 2016, foi recebida a resposta do Provedor (http://www.ombudsman.europa.eu/cases/recommendation.faces/en/71366/html.bookmark).
Resumidamente, o Provedor reconhece que o CESE não gere correctamente os
conflitos de interesse dos seus membros.
Assim, o Provedor recomenda
que o CESE deve:
a) rever as
normas pertinentes a fim de garantir que os seus membros apresentem no devido
momento uma declaração completa de todos os interesses pertinentes. A
declaração deve contemplar todos os
interesses que possam repercutir nos seus trabalhos no seio do CESE;
b) exigir que
as declarações de interesses sejam actualizadas a cada ano. Além do mais, se um
membro ou uma terceira parte chamam a atenção do CESE de que hajam novas
circunstancias que possam afectar o conteúdo de uma declaração de interesses já
apresentada, o CESE deve examinar o assunto e, se necessário, actualizar essa
declaração sem demora.
E ainda, o Provedor sugere que o
CESE deve:
a) velar
que os seus membros disponham sempre de tempo suficiente para examinar os
documentos sobre os quais terão que votar.
Na sequência desta resposta
do Provedor de Justiça Europeu, foi enviada ao CESE uma Carta Aberta,
subscrita por mais de 40 organizações e plataformas europeias, a solicitar que
sejam corrigidos os prejuízos causados pelos conflitos de interesses e irregularidades
surgidas no seu seio conducentes à aprovação de um contra-parecer sobre a hipersensibilidade
electromagnética a 22 de Janeiro de 2015. Podem ler a carta aqui: http://www.peccem.org/DocumentacionDescarga/Campanas/EHS-CESE/Letter_to_EESC.2016-ES-Final.pdf

14. CARTA AO PAPA FRANCISCO: A IGREJA E A CONTAMINAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA
Papa Francisco visita a Polónia - Jornada Mundial da
Juventude 2016 - nesta ocasião foi entregue uma carta aberta sobre o tema da
contaminação electromagnética e o papel da Igreja na protecção da vida.
Podem ler a carta aqui, preparada pela Coordenação de
Europeia de Organizações contra a Contaminação Electromagnética: Espanhol: http://www.peccem.org/DocumentacionDescarga/internacional/Letter.to.the.Pope.Francis.WYD.2016-ES.pdf e Inglês: http://www.peccem.org/DocumentacionDescarga/internacional/Letter.to.the.Pope.Francis.WYD.2016-EN.pdf
Depois do contacto com o Papa
aquando da visita ao Hospital de Crianças na sexta feira passada, 29/Julho, a
carta foi também distribuida em simultaneo pelos Núncios Apostólicos dos vários
paises que integram a Coordenação de Europeia de
Organizações contra a Contaminação Electromagnética.
15. AUTOMÓVEIS – A DESCARGA ELECTROSTÁTICA (previne choques)
Nos automóveis passou de moda o
uso da fita electrostática. Ainda se encontra em algumas lojas de peças
para automóveis. Precisam amarrá-la com um arame metálico na parte de trás da
carroceria do vosso carro.
Existem umas versões mais modernas
de apertar no tubo de escape. Se não encontrarem por cá, podem procurar por
“anti static car strap”, na «Amazon.co.UK» por exemplo. Senão, podem improvisar
com uma anilha metálica ajustável e uma corrente grossa metálica.
Previne os
desagradáveis choques ao sair do carro. Mas para um electrohipersensivel, ajuda
a reduzir a fadiga, sobretudo em longas viagens.
E os carros modernos, são cada vez mais artilhados
de campos electromagnéticos, que é difícil recomendar qual escolher para um
EHS. Evitem o GPS incorporado, por vezes difícil de desligar e muito
incomodativo para um EHS.
16. REDUZIR A RADIAÇÃO: O AURICULAR RETRO
Já conhecem os auriculares para
ouvir musica e também para reduzir a radiação do telemóvel na cabeça. Mas
existe outro estilo, que não incomoda para quem não gosta da borrachinha dentro
do ouvido: o auricular retro!
Algumas estrelas de cinema assumem
publicamente um uso mais seguro do telemóvel (http://www.iphonehandsets.com/ ).
Em Portugal ainda não se
vulgarizou. Podem adquirir na Amazon.uk ou Amazon.es por ex. procurem por
“retro handset” ou “auricular retro”.
Quando precisam efectuar chamadas
para números fixos, usam um telefone com fio – as chamadas são gratuitas. Mas
chamadas para números móveis não são grátis nos pacotes de telefone fixo.
De modo que tenham sempre um destes à mão na vossa
secretária do escritório se precisam de um uso intensivo de telemóvel, e
mantenham-no na mesa o mais longe do corpo (seios, abdómen, etc), não pensem
apenas em afastar da cabeça.
17. O PROVEDOR DE JUSTIÇA EUROPEU RECONHECE QUE O CESE NÃO GERE
CORRECTAMENTE OS CONFLITOS DE INTERESSE DOS SEUS MEMBROS
Seguidamente à aprovação em Janeiro de 2015 de um contra-parecer pelo Comité Económico e Social Europeu (CESE), que não reconheceu a
electrohipersensibilidade (noticia nº 1 acima), diversas associações de EHS
apresentaram seguidamente queixa ao Provedor de Justiça Europeu.
Podem
ver o desenrolar dos acontecimentos mais em detalhe em língua espanhola no site
da PECCEM (http://www.peccem.org/EHS-CESE.html
).
Apenas
em Setembro de 2016, foi recebida a resposta do Provedor (http://www.ombudsman.europa.eu/cases/recommendation.faces/en/71366/html.bookmark).
Resumidamente, o Provedor reconhece que o CESE não gere correctamente os
conflitos de interesse dos seus membros.
Assim, o Provedor recomenda
que o CESE deve:
a) rever as
normas pertinentes a fim de garantir que os seus membros apresentem no devido
momento uma declaração completa de todos os interesses pertinentes. A
declaração deve contemplar todos os
interesses que possam repercutir nos seus trabalhos no seio do CESE;
b) exigir que
as declarações de interesses sejam actualizadas a cada ano. Além do mais, se um
membro ou uma terceira parte chamam a atenção do CESE de que hajam novas
circunstancias que possam afectar o conteúdo de uma declaração de interesses já
apresentada, o CESE deve examinar o assunto e, se necessário, actualizar essa
declaração sem demora.
E ainda, o Provedor sugere que o
CESE deve:
a) velar
que os seus membros disponham sempre de tempo suficiente para examinar os
documentos sobre os quais terão que votar.
Na sequência desta resposta
do Provedor de Justiça Europeu, foi enviada ao CESE uma Carta Aberta,
subscrita por mais de 40 organizações e plataformas europeias, a solicitar que
sejam corrigidos os prejuízos causados pelos conflitos de interesses e irregularidades
surgidas no seu seio conducentes à aprovação de um contra-parecer sobre a hipersensibilidade
electromagnética a 22 de Janeiro de 2015. Podem ler a carta aqui: http://www.peccem.org/DocumentacionDescarga/Campanas/EHS-CESE/Letter_to_EESC.2016-ES-Final.pdf
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